Rodrigues Psicologia.

10 Junho 2008

Psicoterapia Psicanalitica e Psicanalise

Aline C. Rodrigues

As semelhanças e diferenças entre o que se costuma denominar “psicanálise” e “psicoterapia psicanalítica, assim como suas convergências, divergências, tangências e superposições, têm sido muito estudadas e discutidas. Inicialmente, Freud não fazia distinção entre os termos “psicoterapia” e “psicanálise” e empregava-os indistintamente para caracterizar o método de tratamento psicológico que criara.Freqüentemente, empregava a expressão “terapia analítica”, como que estabelecendo uma conexão entre ambas. Posteriormente, os psicanalistas começaram a estabelecer nítidas diferenças, principalmente apoiando a argumentação em fatores externos, como o número mínimo de sessões semanais , o indispensável uso do divã, as interpretações que deveriam enfocar exclusivamente a transferência do paciente com o analista e coisas afins. Dessa maneira, ficaram estabelecidos uma enorme diferença e distanciamento entre terapia de orientação analítica e a psicanálise propriamente dita. Na atualidade, em boa parte pela necessidade de acompanhar as vertiginosas mudanças socioculturais do mundo, essa distância entre elas vem diminuindo sensivelmente, e os aludidos fatores exteriores que serviam de pretexto para uma distinção não mais pesam tanto. O que deve, sim, ser destacado é o fato de que para que um terapeuta possa fazer uma terapia de orientação psicanalítica (duas ou uma sessão semanal, deixar o uso do divã ao critério do paciente...), ele deve ter uma formação psicanalítica reconhecida como oficial, ou, pelo menos, ter concluído uma formação em alguma entidade reconhecida como idônea e competente na formação de “terapeutas analíticos”. Muitas pesquisas, antigas e recentes, apontam para o fato de que não se consegue precisar com exatidão se o resultado final no paciente é diferente entre uma análise standart, que segue o rigorismo exigido, e o que se costuma denominar como psicoterapia de orientação analítica.

BIBLIOGRAFIA
ZIMERMAN, D. E. Psicanálise em perguntas e respostas: verdades, mitos e tabus. Porto Alegre: Artmed, 2005.

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06 Maio 2007

O Inicio da Psicoterapia

Aline C. Rodrigues

O início da psicoterapia desperta sentimentos e emoções tanto no paciente como no psicoterapeuta, nesta fase o mais importante é que ambos se conheçam, para que um possa adaptar-se ao estilo do outro. As expectativas do psicoterapeuta não devem intervir no seu trabalho, sua função é criar um clima de confiança e respeito, pois só assim, o paciente falará de seu sofrimento e seus segredos. Esta fase inicial é primordial para o desenvolver da psicoterapia.
É necessário conhecer as reais expectativas do paciente, pois, nem sempre o que o paciente espera da psicoterapia coincide com as reais possibilidades do tratamento. O psicoterapeuta deve esclarecer esse e outros pontos importantes que surgirão principalmente na fase inicial. Também é preciso deixar claro para as pessoas que tem a fantasia de serem modificadas pelo terapeuta, que o envolvimento do paciente é essencial para processo psicoterápico.
O paciente tem que ser aliado do psicoterapeuta, visto que a psicoterapia é um trabalho em conjunto que requer colaboração de ambas as partes. As dúvidas do paciente devem ser sanadas em uma linguagem clara que respeite seu nível intelectual.
“Alguns serviços de psicoterapia estabelecem como rotina, antes do início propriamente dito, uma ou mais entrevistas prévias com o paciente, nas quais são detalhadamente explicados os objetivos e funcionamento do tratamento, o papel do paciente, o que se espera dele, o papel e o comportamento do terapeuta, os resultados possíveis, além de uma estimativa de tempo e duração”.
Na fase inicial da psicoterapia, o contrato terapêutico, o vínculo e a aliança terapêutica, ganham uma atenção especial do psicoterapeuta.
No contrato terapêutico é definido o objetivo da terapia, os custos, as pessoas envolvidas nesta, a freqüência e lugar, horários, as responsabilidades de cada um. O contrato deve ser estabelecido de forma explícita, com isso o paciente já tem uma idéia de como deverá se desenrolar o tratamento.
O contrato na psicoterapia psicanalítica adquiri para o paciente uma forma catártica e pode provocar ansiedade e fantasias, bem como ativar mecanismos de defesa. O psicoterapeuta pode incentivar o insight e trabalhar junto com o paciente habilidades de auto-observação, comunicação e iniciativa nas sessões.
O paciente é informado da importância da honestidade: na comunicação, sentimentos, lembranças e idéias durante a sessão. O psicoterapeuta deve estar atento ao tipo de comunicação de seu paciente e respeitar o nível cultural e intelectual deste.
Partindo do princípio que o paciente é o responsável pela psicoterapia e para ajudá-lo a desenvolver a autonomia a iniciativa na sessão é sempre do paciente, o psicoterapeuta deverá intervir quando perceber dificuldades do paciente para falar e com isso evitar silêncios prolongados.
A formação de vínculo é fundamental para o sucesso da psicoterapia. É importante ter empatia, respeitar e aceitar o paciente, no entanto, este, provavelmente terá um padrão de relacionamento e o repetirá com o psicoterapeuta, por isso, é importante que o psicoterapeuta esteja atento ao tipo de relação que seu paciente está “propondo” e não deixar de considerar as transferências, estando atento as contratransferências.
A formação e manutenção da aliança terapêutica depende principalmente da postura do psicoterapeuta.

BIBLIOGRAFIA
CORDIOLI, A.V. Psicoterapias: abordagens atuais. 2.ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

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27 Abril 2007

O pai da psicanalise

Sigmund Schlomo Freud nasceu as 18:30 horas, do dia 06 de maio de 1856, no n.º 17 da Schlossergasse, em Freiberg, na Moravia (atualmente República Checa). Filho de Jacob Freud, um comerciante de lãs pobre e de sua mulher Amália (vinte anos mais jovem que o marido). Sigmund, seguindo a tradição judaica foi circuncidado em 13 de maio de 1856, uma semana após seu nascimento.
Freud teve vários irmãos. Do primeiro casamento de seu pai nasceram Emanuel, em 1832 e Philipp, em 1836 (meio-irmãos de Sigi). Do terceiro casamento com Amália Nathansohn em 1855, nasceram: Sigmund, Julius (morreu com oito meses), Anna, Rosa, Marie, Adolfine, Paula e Alexander. A mãe de Sigmund Freud casou-se aos vinte e um anos de idade, tendo praticamente a mesma idade dos irmãos mais velhos de Sigi (Emmanuel e Philipp).
Em 1859 os integrantes da família Freud mudaram-se pra Leipzig, na Alemanha e em 1860 seguiram para Viena, onde Sigmund viveu até 1938. Ele estudou medicina, ingressando na Universidade de Viena em 1873 e formando-se em 1881.

"Pois uma psicanálise não é uma investigação científica imparcial, mas uma medida terapêutica. Sua essência não é provar nada, mas simplesmente alterar alguma coisa....”


Sigmund Freud.