<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8277093468620619386</id><updated>2010-05-02T17:53:53.397-03:00</updated><title type='text'>Cinema e Psicanálise</title><subtitle type='html'>Artigos sobre variados filmes, tendo como base o referencial psicanalítico.</subtitle><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/index.php'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/atom.xml'/><author><name>Aline e Patrícia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08125985391515820627</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8277093468620619386.post-5237051550132338503</id><published>2010-03-06T21:31:00.003-03:00</published><updated>2010-03-06T21:49:41.165-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fantasia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanalise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vinculos afetivos'/><title type='text'>O fabuloso destino de Amelie Poulin</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/amelie-728476.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 156px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/amelie-728471.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Podemos iniciar esta analise comentando o titulo do filme. O fabuloso destino de Amelie Poulin. Num primeiro momento pensei que realmente a vida de Amelie sofre transformações e o final do filme é fabuloso, temos a protagonista muito feliz e realizada com seu amor Nino. Então nesta primeira perspectiva o fabuloso destino de A. P. teria como sentido a questão de um desenrolar grandioso, entusiasmante, belo. Num segundo momento pensei em fabuloso como proveniente de fábula, fantasia, imaginação. E é ai que entramos no cerne da personalidade desta adorável e enigmática personagem. Amelie é uma moça com serias dificuldades de vinculação, afetividade e entrega. Porém, em sua vida de fantasia tudo é possível, e tudo realmente acontece. O problema é que “tudo”que deve e precisa acontecer fica somente no mundo de fantasia e fábula, ou seja, na imaginação de Amelie.&lt;br /&gt;O narrador do filme, aí também outro aspecto das fábulas, alguém que conta a estória, descreve vários fatos simultâneos (uns cotidianos e outros muito importantes), particularidades das pessoas, seus hábitos mais íntimos e excêntricos. Fala também sobre as situações da vida, da morte e das trivialidades do cotidiano. Interessante notar que neste descrever o narrador vai implicitamente nos colocando a idéia de subjetividade.&lt;br /&gt;Amelie foi uma criança solitária, brincava sozinha, utilizava intensamente sua imaginação e fantasia (até como um recurso contra um possível vazio e depressão). Curiosa, criativa, sublimava suas necessidades de contato e afeto imaginando, criando hipóteses que a auxiliavam a dar sentido ao mundo que a rodeava.&lt;br /&gt;O pai de Amelie parece desafetado, robótico, distante e com marcante personalidade obsessiva. Após a morte da esposa essas características intensificam-se e o pai torna-se ainda mais desconectado do mundo externo e de Amelie.&lt;br /&gt;A mãe, uma mulher nervosa, áspera, incontinente. Também com muitas dificuldades em conectar-se afetivamente, perceber e atender as necessidades emocionais da filha.&lt;br /&gt;Amelie ganha de presente da mãe uma maquina fotográfica. Sentindo-se muito gratificada passa a registrar o mundo a sua volta. É sua maneira de se ligar a esse mundo, uma forma primitiva de contato, onde a necessidade concreta da ligação ainda é premente (precisa registrar tudo em fotos, senão corre o risco de não reter a experiência afetiva). Assim estabelece com a realidade uma relação ativa, fotografando e explorando o ambiente. O acidente de carro pelo qual é indevidamente culpada a faz frear sua atividade, curiosidade e exploração. É como se sentisse que a atividade, o estar viva no mundo e interagir com este fosse altamente perigoso e de conseqüências catastróficas (interessante a cena onde ela assista a TV e fica aterrorizada ao ver todas as catástrofes que sua “maquina” causou).&lt;br /&gt;A perda da mãe ocorreu de forma traumática. O trauma é proveniente do fator surpresa da situação (a mãe é esmagada por uma suicida) e do excesso de estímulos que a mente precisa dar conta e elaborar. Amelie ainda é muito imatura para conseguir discernir uma situação onde mundo interno e externo se confundem, onde a fantasia e a realidade ainda são muito misturadas. Assim, antes da mãe ser morta elas estavam dentro da igreja para que Amelie ganhasse um irmãozinho. Sabemos como as crianças são ambivalentes em relação aos irmãos, e as fantasias agressivas que são dirigidas em relação ao bebê, a mãe, e também ao pai. Este fator pode ter contribuído para agravar a elaboração da morte da mãe por Amelie. Instalando um possível sentimento de culpa inconsciente pelas fantasias agressivas. Sabemos que o sentimento de culpa é um poderoso inibidor de toda atividade pulsional. Penso que parte da paralisação e retraimento da protagonista possui relação com esses fatos de sua historia de vida. Sua experiência emocional significou psiquicamente que as relações, o sentir e o expressar são altamente perigosos e geradores de conseqüências dramáticas e dolorosas. Uma solução de compromisso para tal significado e conflito seria então o que a protagonista fez: paralisa-se a vida emocional, congela-se os afetos e assim ninguém corre risco, nem ela mesma, nem os outros.&lt;br /&gt;Bem, após a morte de sua mãe, Amelie intensifica ainda mais suas características esquizóides. Passando a se comportar como um autômato, com poucas expressões espontâneas e quase nenhuma ligação com outras pessoas.&lt;br /&gt;Amelie gosta de observar os outros, se interessa sobre suas vidas. Existe um aspecto voyerista na personagem. Viver a vida alheia é mais interessante e oferece menos riscos do que viver a própria. Olhando predominantemente para fora ela se evade de olhar para si mesma, pois isso seria desalentador.&lt;br /&gt;É interessante que ela experimenta a emoção através do outro. Tanto o amor, a gratificação, a excitação sexual como a raiva e o medo. É um tipo de identificação projetiva exitosa, porque a personagem cinde (separa dentro de si) uma parte do próprio eu (neste caso a capacidade de sentir e os conseqüentes afetos) e mobiliza o outro para que ele sinta o que ela ainda não pode sentir. É claro que este mecanismo de defesa embora defenda o ego dos perigos das emoções também esvazia a experiência na medida de que retira a afetividade e o sentido da própria vida.&lt;br /&gt;O autômato é aquele que não consegue se conectar ao próprio mundo interno, tampouco ao externo e as pessoas. Amelie funciona de forma automata, sendo isso representado nos seus comportamentos e inclusive facialmente. Amelie tem uma expressão artificial, parece uma boneca de cera.&lt;br /&gt;O personagem do homem de vidro é interessantíssimo. Ele representa a parte esquizóide de Amelie que sofre, é frágil e se fecha num mundo próprio, tendo a vida conseqüentemente empobrecida. É um talentoso artista, mas que não cria e sim reproduz, copia (de forma belíssima, é verdade) os quadros de um genial pintor (Renoir). Desta maneira pinta as festas, a vida, o movimento, mas não vive a festa, a vida, tampouco se movimenta. Tem um esqueleto de vidro (uma mente que de tão frágil pode quebrar-se?). Não possui constituição física nem mental para enfrentar a vida e a realidade (com seus inevitáveis percalços).&lt;br /&gt;É bonito o desenrolar do filme onde ele e Amelie vão, um através do outro, experimentando como poderia ser viver diferente, livre, sem medo. No final do filme o homem de vidro pinta um quadro diferente, original, uma criação sua. O desenvolvimento da personalidade culmina numa existência mais autêntica verdadeira e livre. O homem saudável é aquele que, levando em consideração a sua constituição, pode ser o que é.&lt;br /&gt;A transformação de Amelie se inicia no dia da morte da princesa. Penso a princesa como a parte infantil, fantasiosa e esquizóide de Amelie (afinal princesas vivem em castelos, protegidas e isoladas do mundo!). Ela encontra a caixa (como se fosse o tesouro, o potencial, o inconsciente, a parte cindida de sua própria personalidade) e decide ajudar os outros a partir de então. Este movimento é um pretexto para sair do isolamento, ainda que a razão para isso precise estar no outro (novamente aqui a identificação projetiva).&lt;br /&gt;É preciso enfrentar o medo, sair do conhecido, do estável para crescer. A cena final que Amelie passeia de moto por Paris junto com Nino, expressa esta idéia do movimento da vida e da ligação entre as pessoas. Neste momento reparamos como a expressão facial e o sorriso da protagonista se humaniza e ela pode experimentar emocionalmente o que significa sentir-se viva.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Patrícia Turtelli Maronezi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rua Maria José, 5-36, Bauru, SP&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fone: (14) 3018-9348/ (14) 3227-6558&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8277093468620619386-5237051550132338503?l=www.rodrigues.psc.br%2Fcinema_psicanalise%2Findex.php' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/5237051550132338503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8277093468620619386&amp;postID=5237051550132338503&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/5237051550132338503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/5237051550132338503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/2010/03/podemos-iniciar-esta-analise-comentando.html' title='O fabuloso destino de Amelie Poulin'/><author><name>Aline e Patrícia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08125985391515820627</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15053126988050902680'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8277093468620619386.post-717283836105806691</id><published>2010-03-06T21:09:00.004-03:00</published><updated>2010-03-07T16:00:14.483-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paixao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanalise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>Camille Claudel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 133px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/Camille_Claudel02-746205.jpg" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Neste belíssimo e biográfico filme podemos conhecer melhor a vida e a obra desses geniais artistas que foram August Rodin e Camille Claudel, e também acompanhar o frutífero, porém conturbado envolvimento amoroso entre ambos.&lt;br /&gt;Já no início do filme vemos uma Camille passional, impulsiva e de comportamento confrontador. Apresenta uma relação de profundo envolvimento com suas esculturas, a despeito de um distanciamento da realidade. Após conhecer Rodin e se apaixonar por ele percebemos que também se vincula com este de forma intensa, dramática, desesperadora e vital.&lt;br /&gt;A beleza do filme está na modelagem das esculturas, na lida de Camille e Rodin com a matéria-prima (barro, mármore) e obviamente na intensidade da paixão que ambos sucumbem. Interessante notar que Camille mostra-se uma mulher fisicamente forte, cheia de idéias e criatividade. O filme a mostra carregando peças de mármore e as esculpindo e fica evidente a força física e a motivação intensa da artista. Pensei a respeito da pulsão de vida, que liga, constrói, cria. Camille aplica na sua arte essa pulsão vital e como resultado temos hoje suas belíssimas esculturas.&lt;br /&gt;A relação familiar de Camille é conturbada. Muito ligada ao pai e ao irmão, Paul. No entanto, tem uma relação distante com a mãe severa que a critíca e denigre. O pai lhe faz os gostos a contragosto da mãe, o que podemos pensar numa aliança fora de lugar do pai com Camille. Quando ela se envolve com Rodin parece procurar também este tipo de aliança, já que Rodin é casado e cerca de 20 anos mais velho do que ela. É o triangulo edípico revivido fora da família. Assim, Camille não pode ocupar um lugar que lhe seja seu por direito, e fica a rivalizar ora com a própria mãe, ora com a mulher de Rodin, Rose. Digno de nota que a mãe de Camille tinha perdido um filho antes dela e que esperava que Camille fosse um menino.&lt;br /&gt;A paixão de Camille e Rodin é do tipo narcísico, onde um se encontra no outro e se abastece de suas qualidades. Por esse motivo a separação é tão dolorosa e impossível de ser elaborada. Perder o outro significa perder uma parte do próprio Eu. Rodin encanta-se com ela, com sua personalidade apaixonada, com sua beleza e jovialidade (tudo que ele já foi um dia). Ela ama Rodin como um pai erotizado e que ao mesmo tempo a protege.&lt;br /&gt;Desde o principio a relação já emite sinais de problemas futuros. Camille, antes de se entregar a Rodin, diz que se mataria se sofresse uma desilusão amorosa. E Rodin por sua vez é conhecido por suas conquistas e pela devastação emocional que causa nas mulheres quando as abandona. Portanto, estão jogadas as fichas do futuro bombástico de ambos. Porém, esses sinais são negados e a relação segue adiante. Podemos pensar que a capacidade pensante de Rodin e Camille está temporariamente prejudicada. Estão guiados pela pulsão, desejo e diria também pela parte destrutiva da mente. Haja visto todas as complicações que a relação estava trazendo. Quando a pessoa está sendo guiada pela parte da personalidade que não consegue pensar e que tende a descarga, atuação e ausência de repressão percebemos a dificuldade de contato com a realidade e a total desconsideração pelas regras e pelo outro.&lt;br /&gt;A gravidez e o conseqüente aborto de Camille trazem a história um fator traumático que compreendo, ajuda a desencadear a loucura da personagem. Quando perde Rodin e o bebê que espera dele é como se perdesse a força vital que a liga a vida, no desenvolvimento e na autopreservação. Camille começa um processo autodestrutivo intenso, onde bebe, quebra suas esculturas, discute com colegas de trabalho, desperdiça chances valiosas de se fazer uma escultora conhecida. É claro que a dor que vivia foi em parte transformada em arte. Mas não sendo canal suficiente a personagem foi emocionalmente morrendo e perdendo-se.&lt;br /&gt;Instala-se um ciclo vicioso onde a personagem delira, se destrói, depois se culpa, se envergonha, mas sentindo-se esmagada pela desesperança não consegue transformar sua dor em aprendizado. O oposto disso transforma sua dor em mais dor.&lt;br /&gt;Podemos conjecturar que Camille apesar de toda genialidade e talento, não teve força egóica suficiente para lutar contra o lado destrutivo de sua própria mente. Não sendo capaz de elaborar o luto por suas perdas e de canalizar sua energia psíquica em outras direções, ela continua obsessivamente a sofrer por Rodin e pelo passado. Penso que a saúde está ligada diretamente a capacidade de transformar as experiências e de aprender com elas. Além da capacidade de perdoar-se e aos outros e elaborar os devidos lutos por tudo aquilo que não foi possível de viver, fazer e de ser.&lt;br /&gt;A arte é a expressão simbólica do mundo interno, de suas paixões e angustias e de seus objetos. Assim, a arte é sempre autobiográfica já que o artista recria, através de sua arte, seu mundo interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que na realidade chamamos de feio, em parte pode tornar-se grande beleza. Chamamos de feio o que é informe, insano, que sugere doença, sofrimento, destruição, o que é contrario à regularidade – o sinal da saúde... Chamamos também de feio o imoral, o vicioso, o criminoso e toda anormalidade que produz o mal – a alma do parricida, o traidor, o egoísta... Mas deixe que um grande artista consiga apropriar-se dessa feiúra. Imediatamente ele a transfigura com um toque de sua varinha mágica, ele a transforma em beleza” (A. Rodin, 1911).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Patrícia Turtelli Maronezi&lt;br /&gt;Rua Maria José, 5-36, Bauru, SP&lt;br /&gt;Fone: (14) 3018-9348/ (14) 3227-6558&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8277093468620619386-717283836105806691?l=www.rodrigues.psc.br%2Fcinema_psicanalise%2Findex.php' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/717283836105806691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8277093468620619386&amp;postID=717283836105806691&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/717283836105806691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/717283836105806691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/2010/03/neste-belissimo-e-biografico-filme.html' title='Camille Claudel'/><author><name>Aline e Patrícia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08125985391515820627</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15053126988050902680'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8277093468620619386.post-1566239541846416117</id><published>2010-03-06T20:56:00.004-03:00</published><updated>2010-03-06T22:01:11.000-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='depressao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suicidio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanalise'/><title type='text'>As horas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/thehourspubl-772719.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 148px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/thehourspubl-772716.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Neste filme experimentamos uma intersecção de estórias fictícias e da biografia de Virginia Woolf. Enquanto Virginia escreve a estória, Laura reage à estória e suas ações influenciarão a historia de Clarissa.&lt;br /&gt;Percebemos que existe uma identificação entre as personagens, o que nos faz pensar na universalidade de algumas angústias e sentimentos.&lt;br /&gt;Interessante o titulo do filme, “As horas”. No caso de Virginia e Laura parece dizer sobre o enfrentamento dos depressivos com relação ao tempo. Para o depressivo é difícil viver o presente, também difícil o movimento, as mudanças tão naturais a vida e ao tempo. O depressivo paralisa o movimento e o tempo, como se nada valesse a pena.&lt;br /&gt;Virginia Woolf nos traz uma biografia permeada de situações traumáticas. Sofreu abuso sexual na infância por um irmão mais velho. Perdeu a mãe e dois irmãos numa idade muito precoce. Desde criança mostra-se uma pessoa angustiada, o que nos faz pensar também na influencia do fator constitucional, juntamente com sua historia de vida, para a formação de sua personalidade e do transtorno emocional que a acompanhará ao longo de sua vida (transtorno bipolar).&lt;br /&gt;Durante os períodos depressivos Virgínia sofria de alucinações auditivas (“você não vale nada”), insônia, inapetência, perda de memória, fortes dores de cabeça, também se descontrolava ofendendo pessoas queridas. A fase depressiva era intensamente sofrida e angustiante. As duas tentativas anteriores de suicídio tiveram intenção de aliviar a dor emocional de Virginia e dos familiares (especialmente do marido por quem demonstrava grande afeição e sentimento de culpa por seus colapsos). Observamos que seus cuidados pessoais, roupas e higiene são ligeiramente precários e o olhar é vazio, sendo este o grande drama do depressivo, a ausência de sentido para a própria vida.&lt;br /&gt;Nos períodos de melhora, ou de euforia, Virginia escreve bastante e torna-se comunicativa, ligando-se as pessoas e vinculando-se a vida.&lt;br /&gt;O suicida tenta liquidar a parte da personalidade que sofre, que o culpa, que dessignifica a vida. Uma pesquisa aponta que 95% de pessoas que cometem suicídio passaram por perda de familiares próximos. Sendo que 75% destes enfrentaram a morte dessas pessoas antes da adolescência. A psicanálise postula uma idéia de que o suicida sente culpa pelo objeto morto e identifica-se com este na medida em que segue o mesmo caminho. Sendo assim a elaboração normal do luto da criança fica comprometida. Os sentimentos de culpa, raiva, ressentimento pelo abandono confundem a criança fazendo com que haja pouco discernimento da realidade interna e externa. É como se o suicida carregasse dentro de si objetos mortos, vingativos. Identificando-se com estes a ponto de cometer o ato suicida.&lt;br /&gt;A personagem de Laura Brown revela uma mulher insatisfeita com a própria vida, deslocada, incapaz de colocar sentido e obter satisfação dos seus afazeres e papeis. Forma uma parceria com o filho Richard onde o uso da dupla mensagem é constante. Enquanto sua fala é amorosa e realista, a expressão facial e não verbal é de uma forte angustia e desespero. Laura também está grávida do segundo filho, período que, sabemos, pode ser vivido de forma ambivalente e conflituosa e também desencadear transtornos emocionais. Richard é uma criança que não pode brincar e ater-se ao seu próprio mundo num narcisismo de vida. Precisa cuidar e vigiar a mãe, que inconscientemente é sentida como frágil, inconsistente. Num momento em que o egocentrismo é natural e precisa acontecer, a criança não pode se investir e nem ser investida afetivamente pela mãe, precisando inverter esse processo o que resulta numa ferida narcísica. A pulsão de morte não é falada, mas é absolutamente sentida por esta dupla.&lt;br /&gt;Quando adulto Richard contrai AIDS, mergulha numa profunda depressão e comete suicídio. Podemos pensar na identificação e na introjeção do objeto mãe que esta permeado de morte e autodestruição (numa cena, a mãe o deixa com a vizinha para ir a um hotel cometer suicídio mas desiste e volta para a família).&lt;br /&gt;Richard vive com Clarissa uma repetição da relação mãe e filho, onde também vive somente para agradá-la.&lt;br /&gt;A cena do suicídio é como uma repetição do passado no presente. Porem nesta cena Richard passa a viver ativamente o que quando criança experimentou de forma passiva. Ele comete suicídio na frente de Clarissa. É como se procurasse uma vingança e redenção de sua dor, identificando Clarissa como sua mãe.&lt;br /&gt;Clarissa é comparada com Mrs. Dalloway (personagem do livro de Virgínia). Embora aparente muita alegria e vida, internamente é triste e angustiada. No entanto, é a mais adaptada e a que possui mais recursos de vida. Cuida de Richard diariamente, o que confere sentido a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Patrícia Turtelli Maronezi&lt;br /&gt;Rua Maria José, 5-36, Bauru, SP&lt;br /&gt;Fone: (14) 3018-9348/(14) 3227-6558&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8277093468620619386-1566239541846416117?l=www.rodrigues.psc.br%2Fcinema_psicanalise%2Findex.php' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/1566239541846416117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8277093468620619386&amp;postID=1566239541846416117&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/1566239541846416117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/1566239541846416117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/2010/03/neste-filme-experimentamos-uma.html' title='As horas'/><author><name>Aline e Patrícia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08125985391515820627</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15053126988050902680'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8277093468620619386.post-843030111469609168</id><published>2010-03-03T12:36:00.012-03:00</published><updated>2010-03-06T22:14:19.253-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='transformacoes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanalise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dancas'/><title type='text'>Billy Elliot</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/Billy_Elliot-766404.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 150px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: pointer" border="0" alt="" src="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/Billy_Elliot-766402.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este é um filme que, particularmente, julgo especial. É belo, mas ao mesmo tempo profundo. Apresenta o sofrimento humano, mas sem nos tirar a esperança de poder ter uma vida com sentido. Combina as expressões humanas mais primitivas e as mais sublimes e sublimadas, como a arte, a dança.&lt;br /&gt;O filme começa com uma música que diz: “Eu dançava no ventre...”, e no fundo vemos um garoto com uma fantástica expressão pulando na cama. Trata-se do protagonista Billy Elliot, que para escapar da dureza de sua vida, entra num outro mundo, induzido pela música e pela dança. Através deste movimento que chamamos de criatividade, o garoto consegue romper com a sintomática dinâmica familiar. No momento que dança, canta, exercita-se motoramente (o que aparentemente pode parecer desengonçado e engraçado), está criando outro mundo, onde tudo é possível, e onde o mundo interno pode vir à tona de forma a procurar uma transformação e um sentido.&lt;br /&gt;Billy e sua família atravessam juntos uma crise. Após a morte da mãe percebemos o desamparo familiar e a depressão subjacente (especialmente do pai que a manifesta através de agressividade). Adicionado a isso eles enfrentam uma crise financeira e intensa frustração profissional (a greve dos mineiros).&lt;br /&gt;A relação de Billy com o irmão é conturbada, violenta. O irmão é rude, inacessível, agressivo. Não se vincula com Billy pelo amor, mas pelo desprezo e raiva. Parte da frustração e da agressividade do irmão é canalizada, deslocada e projetada na greve (que se torna sua razão de existência). A mãe era o elemento que permitia e cultivava o belo, o transformado, contido e calmo (a mãe apreciava e tocava piano). Com sua morte, a família fica sobrecarregada de emoções sem transformação e significado, tendo como mecanismo de defesa disponível a agressividade, o acting out e no caso de Billy o distanciamento da realidade e a incapacidade de identificação com seu pai e irmão (figuras masculinas importantes).&lt;br /&gt;Billy é impelido a praticar boxe, porem mostra-se sem habilidade e sem motivação. Chama sua atenção a aula de ballet, a musica e a calma e harmonia que os gestos (passos) são realizados. O pai e o treinador querem que Billy acione seu lado agressivo através da luta. Querem que ele seja competitivo, corajoso e rude. Billy, no entanto, rejeita essa identidade. Parece estar farto de pancada, violência, descarga e dor. Assim, cada vez mais ele é atraído para o ballet.&lt;br /&gt;Interessante que nas aulas de ballet é como se Billy encontrasse e recuperasse a mãe perdida. O piano da mãe está também no ballet, as mulheres (a professora é uma pessoa investida e significativa para Billy), a leveza, a beleza, suavidade e harmonia da dança.&lt;br /&gt;A professora percebe coisas boas em Billy, potencialidades latentes. A família, com exceção da avó, não faz mais que gritar, desvalorizar e pressionar Billy. Diríamos que sua parte de vida o impele a ir ficando nas aulas de Ballet.  Mas não sejamos ingênuos! A dança também requer certa dose de agressividade e de força, vigor, explosão e descarga. Porem tudo isso é feito de forma controlada, artística, sublimada. O que evita os danos e prejuízos que a simples atuação da agressividade pode provocar. Este mecanismo pode ser observado nas varias cenas do filme onde Billy tomado pelas fortes emoções (sobretudo de raiva) começa a dançar e a sapatear freneticamente até conseguir se acalmar.&lt;br /&gt;Fred Astaire (famoso Dançarino norte americano) era o preferido de sua mãe. Quando se torna bailarino Billy tenta ser o preferido de sua mãe também. Uma maneira de se aproximar, de sentir-se seguro. Já que não conseguiria ser o preferido do pai sem ferir a própria autenticidade de seu eu (embora no final do filme isso mude).&lt;br /&gt;Billy e a avó são os únicos que aparecem visitando o tumulo da mãe. Podemos pensar que são os que mais se aproximam da elaboração da perda e da dor que isto causa. No entanto, esta dor quando sofrida pode ser também abandonada e renegada ao passado (enterra-se a dor junto com os mortos). A partir deste vértice podemos dizer que Billy é o mais saudável, evoluído, pois consegue suportar as dores da vida sem desintegrar-se. O irmão e o pai não realizam este luto, haja visto que a dor não é sentida mas atuada (a agressividade incontida, muito presente nesses dois personagens).&lt;br /&gt;Uma cena muito interessante é a qual o pai e o irmão estão na greve e Billy está na aula de ballet. Enquanto os primeiros vivenciam uma situação de extrema dureza, revolta e agressividade, Billy experimenta uma situação de sonho e criatividade na aula de ballet. Um ponto importante: Billy era um garoto púbere, precisava do sonho, do transformado, do escape, até como forma de proteger seu aparelho psíquico de situações carregadas de angustias impensáveis que poderiam ser sentidas como traumáticas.&lt;br /&gt;O pai e o irmão de Billy encontram-se também numa situação de sofrimento emocional. Assim sendo não podem funcionar adequadamente como continentes para as angustias do menino. Desta forma Billy está só e conta com sua mente para processar as experiências e angustias (tem também a participação do amigo e da professora).&lt;br /&gt;A professora estabelece com Billy um vinculo seguro, hierárquico. Ela é quem cuida dele, quem o ensina. Não é um vinculo onde as projeções são invertidas e ele tem que cuidar e metabolizar o que vem de quem supostamente deveria cuidar dele, como o pai e o irmão mais velho (sabemos que tais inversões são bastante prejudiciais na formação e na qualidade do psiquismo).&lt;br /&gt;Na cena que a professora pede para Billy levar objetos que possam gerar idéias para uma dança ele leva a carta que a mãe deixou para ele. Billy decorou a carta, da mesma maneira como decorou a mãe, ou seja, gravou-a dentro de si, como um objeto bom, permanente, confiável e tranqüilizador.&lt;br /&gt;O novo, o diferente que Billy traz com a dança modifica completamente o ambiente familiar. A principio é muito criticado e perseguido. Depois, conforme o pai e o irmão percebem que ele tem talento, a idéia dele ser bailarino começa a ser acolhida.  Mas para que isso aconteça Billy precisa enfrentar o pai, o irmão, defendendo seu verdadeiro self (eu). É necessário coragem e mente própria para não confundir-se com os desejos e expectativas do pai (não-eu), e até mesmo para não corresponder aos desejos sexuais do amigo homossexual. Billy sabe quem é, não permite que as projeções provenientes dos objetos externos sejam eficazes e o despersonalizem.&lt;br /&gt;É belíssima a cena em que o pai rompe com a greve para pagar a viagem de Billy para fazer a audição de ballet em Londres. É como se ao fazer isso o pai estivesse rompendo com a depressão, a esterilidade de sua vida. Abrindo-se para o novo, o movimento, o mundo onde as coisas também podem ser belas e harmônicas. Billy traz a mudança. Pela primeira vez a família sai daquela pequena cidade. Interessante a cena onde Billy e o pai estão na academia do Royal ballet. O pai fica olhando admirado, sensibiliza-se com aquele outro mundo, tão diferente de seu ambiente mais comum, a mina de carvão.&lt;br /&gt;No final do filme Billy e o pai estão no cemitério. Foram visitar o tumulo da mãe. Nesta cena eles brincam de forma amorosa, e o vinculo parental pode ser refeito e reparado. Num vértice emocional podemos nos dizer saudáveis quando possuímos internalizado um pai e uma mãe bons, integrados. Onde os lados positivos e negativos, defeitos e qualidades possam estar lado a lado e onde o amor, o perdão e as experiências positivas possam triunfar sobre o ódio e o ressentimento. Nesta cena do cemitério, podemos pensar em Billy com este casal positivo e na libertação que isso gera na mente, no corpo e na vida.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                                                                                                Patrícia Turtelli Maronezi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                                                                                                Rua Maria José, 5-36, Bauru, SP&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                                                                                                Fone: (14) 3018-9348/ (14) 3227-6558&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8277093468620619386-843030111469609168?l=www.rodrigues.psc.br%2Fcinema_psicanalise%2Findex.php' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/843030111469609168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8277093468620619386&amp;postID=843030111469609168&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/843030111469609168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/843030111469609168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/2010/03/billy-elliot.html' title='Billy Elliot'/><author><name>Aline e Patrícia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08125985391515820627</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15053126988050902680'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8277093468620619386.post-7713481888233813923</id><published>2007-08-02T11:05:00.007-03:00</published><updated>2010-03-09T11:19:10.452-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='familia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='histeria'/><title type='text'>Em seu  lugar</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/cinema_aline-797459.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/cinema_aline-797457.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao assistir as primeiras cenas do filme pensei que seria mais uma simples comédia, contudo, fui surpreendida pela forma profunda que o filme aborda as relações familiares. A personagem Maggie, interpretada por Cameron Dias se destaca por sua beleza e por sua personalidade, por esse motivo partirei dessa personagem para fazer algumas considerações.&lt;br /&gt;Penso que Maggie tem uma personalidade histérica (não pretendo especificar o tipo de histeria). Em um primeiro momento, parece que Maggie é uma mulher segura, confiante, independente e com uma boa auto-estima, mas é justamente o contrário, a histérica sofre de angustia de desamparo, é insegura, tem baixa auto-estima e é dependente. Quando Maggie está só, ela rouba o cachorro na tentativa de evitar o desamparo. Também é importante lembrar que o corpo é de suma importância para a pessoa com personalidade histérica, pois é através deste que ela consegue o que quer, seja com um sorriso enigmático, na maneira de se vestir, de um olhar diferente, ou até pela entonação da voz. É utilizando elementos corporais que Maggie consegue seduzir os homens. Normalmente a histérica tem uma sexualidade prejudicada, sendo comum comportamento sexual promíscuo ou utilização da técnica da provocação, ou seja, seduzir o homem para depois fugir. “O homem com freqüência interpreta erroneamente suas atitudes como investidas sexuais, e ela é continuamente surpreendida por este mal entendido - um fato que reflete a natureza inconsciente de sua sedução” (Gabbard). Este comportamento pode ser visto na cena que Maggie aceita a carona de dois rapazes, sai com eles para tomar drinks e é surpreendida quando um deles tenta beijá-la.&lt;br /&gt;Outra importante especificidade a considerar nesse tipo de personalidade é o vínculo do reconhecimento. A histérica precisa de provas concretas que é amada e desejada, exigindo ser o centro da vida da outra pessoa. No filme, notamos que Maggie utiliza a sedução para se sentir amada e desejada. A personagem não passa despercebida em nenhuma cena, ela precisa ser notada. Por onde anda deixa vestígios: roupas espalhadas, sapatos sujos e quebrados... transforma a casa e a vida de Rose (sua irmã) em um caos. A histérica age de forma sedutora e impulsiva, de acordo com o processo primário de pensamento. Age pelo momento, faz o que tem vontade, sem pensar e ponderar as conseqüências, ou seja, não considera a realidade.&lt;br /&gt;Acho pertinente fazer algumas colocações sobre as irmãs: Maggie e Rose. O filme deixa claro que a morte da mãe foi um trauma na vida dessas pessoas e cada uma desenvolveu um tipo de defesa diferente contra a depressão. Maggie se aproxima de uma defesa psicótica, enquanto Rose se aproxima mais de uma defesa neurótica, esta se ligou de forma obsessiva ao trabalho. Parece que cada uma assumiu um papel diferente dentro da família, coube a Maggie assumir o papel de louca, irresponsável e irreverente e Rose como ponderada, responsável e bem adaptada. Havendo assim uma cisão entre as personagens, estando em pólos opostos. Também é diferente a relação que cada uma estabelece com os sapatos. Para Rose os sapatos são quase como um fetiche, sendo que todo o investimento libidinal está no pé. Para Maggie os sapatos são uma forma dela se sentir no lugar da irmã, como se ela tivesse o dinheiro, a casa, o emprego da Rose, revelando assim o desejo de calçar a vida da irmã.&lt;br /&gt;As obras de arte que aparecem na casa de Rose revelam o mundo interno dessa personagem. Os quadros foram pintados por John Register, artista que se preocupou em retratar a solidão. Algumas obras desse pintor também são encontradas na casa de Ella (a avó das irmãs).&lt;br /&gt;Passarei agora a apontar a importância de Ella e dos demais velhinhos. Penso que Ella exerce uma função materna, suprindo as necessidades básicas de Maggie, como casa, comida e calor materno. Durante o filme, Maggie sai da Filadélfia que é um lugar frio e que nos leva a pensar em relações geladas e vai para o calor da Flórida encontrar a sua calorosa avó.&lt;br /&gt;Sabemos que a mãe é um modelo de identificação para seus filhos, mas no caso de Maggie, ela ficou muito mais que identificada com sua mãe, ela se transformou na própria mãe. Isso aconteceu porque a mãe de Maggie sofria de surtos psicóticos e não conseguiu exercer com sucesso a função de espelho que lhe cabia, visto que a mãe psicótica reflete sua própria imagem para o bebê. No filme, Maggie é descrita por sua avó como igual à mãe. Durante o tempo que Maggie passou na casa de repouso, ela pôde buscar novas fontes de identificação e fazer uma nova reedição com as figuras do passado (simbolizada pelos velhinhos). Ella pôde funcionar como um espelho para Maggie, mostrando que ela era uma pessoa capaz, inteligente, criativa, que não precisava apelar sexualmente para ser aceita e valorizada.&lt;br /&gt;Ao final do filme, as personagens caminham rumo a integração. Maggie passa a funcionar de forma mais saudável, desenvolve suas potencialidades e passa a se relacionar considerando a existência de um outro como pessoa diferente. Rose consegue levar de forma mais leve a vida e Ella entrega seus sapatos a Rose, para que ela possa estar em seu lugar, um lugar de maturidade, de relações saudáveis e de um casamento feliz.&lt;br /&gt;Maggie consegue internalizar um objeto bom e passa a não ter mais medo de ficar sozinha, assim, deixa a irmã se casar e ir embora.&lt;br /&gt;“Aqui está a raiz da raiz, o broto do broto e o céu do céu de uma árvore chamada vida. Que cresce mais do que a alma pode esperar, ou a mente pode esconder. E esse é o prodígio que mantém as estrelas à distância. &lt;strong&gt;Carrego seu coração comigo. Eu o carrego no meu coração&lt;/strong&gt;.” E. E. Cummings&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aline Cristina Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rua Maria José, 5-36, Bauru, SP&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fone: (14) 3021-6016/ (14) 3227-6558&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua Eduardo Hilst, 320, Jau, SP&lt;br /&gt;Fone: (14) 3622-8652&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8277093468620619386-7713481888233813923?l=www.rodrigues.psc.br%2Fcinema_psicanalise%2Findex.php' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/7713481888233813923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8277093468620619386&amp;postID=7713481888233813923&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/7713481888233813923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/7713481888233813923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/2007/08/em-seu-lugar.html' title='Em seu  lugar'/><author><name>Aline e Patrícia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08125985391515820627</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15053126988050902680'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8277093468620619386.post-6061556181082587260</id><published>2007-06-08T17:52:00.001-03:00</published><updated>2010-03-06T20:46:51.027-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='edipo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='narcisismo'/><title type='text'>O Fantasma da Opera</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/fantasma-da-opera-poster02-723473.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/fantasma-da-opera-poster02-723471.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Este belíssimo musical e filme nos trás vasto material para uma análise psicanalítica. Os personagens são riquíssimos e suas relações complexas e nem sempre obvias. É um filme para se ver muitas vezes e que desperta muitas reflexões. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Penso no fantasma como alguém com dificuldades relacionadas ao narcisismo. A forma como ele idealiza a si mesmo e a Christine, a maneira como usa Christine como um prolongamento seu, lhe negando uma diferenciação e vida própria, a intolerância as diferenças e as frustrações, o predomínio da inveja destrutiva, essas características todas estão presentes e são bem evidentes no filme.&lt;br /&gt;A ferida que trás em seu rosto é algo concreto, real e externo. Mas nem sempre precisa ser assim. Muitas pessoas com personalidade narcísica sofreram danos emocionais, a começar por uma possível rejeição sentida pelos objetos primeiros de amor (mãe e pai). Essa rejeição deixa uma marca afetiva e proporciona que a pessoa desenvolva uma capa protetora do eu. Essa “capa” de auto-suficiência e grandiosidade muitas vezes esconde sentimentos de desvalia, depressão, ódio, ressentimento. O fantasma se mostra grandioso, imbatível, melhor do que todos. Realmente é muito talentoso e se pudesse ver isso com mais humildade provavelmente não se sentiria tão devastado pelo rosto desfigurado. Ele procura em Christine uma sombra, alguém belo e bom para ser o que ele não pode ser. Usa Christine como se fosse um duplo, seu prolongamento. Desta forma não lhe garante vida própria, mente própria e a torna prisioneira de seus próprios desejos e necessidades. O fantasma precisa desesperadamente de alguém que o veja com olhos de amor e que o aceite em sua monstruosidade. Christine pode fazer isso com amor genuíno e compaixão, neste momento ele a liberta e pode sentir algo de gratidão por ela. Neste momento ele é capaz de realmente amá-la, um amor mais amadurecido.&lt;br /&gt;No inicio do filme o fantasma ama como uma criança, que ama mais pela necessidade de sobrevivência do que por consideração e admiração pelo objeto. Já no fim do filme seu drama interno se modifica e ele pode mostrar um outro tipo de amor a Christine.&lt;br /&gt;A musica é sedutora, envolvente, penetra nos ouvidos e nos sentidos. Assim como as pulsões, tão viscerais, tão humanas. O fantasma é pulsional, ama, odeia, tem ciúmes, inveja, ou seja, ele tem todas as paixões, e a maioria delas sem nenhuma transformação. Daí penso que o filme é tão tocante. Fala das paixões humanas, daquilo que temos de mais profundo e verdadeiro.&lt;br /&gt;A psicanálise lida com essas paixões. Na verdade, são elas que entram em nossos consultórios, uma vez que o que é transformado, adequado, geralmente fica do lado de fora, no social, no familiar...&lt;br /&gt;Penso também que o fantasma pode ser entendido como uma parte da mente de qualquer pessoa. Aquela parte mais infantil, carente, insegura, que quer o outro só para si... Talvez por esse motivo as pessoas se identifiquem tanto com o fantasma e talvez por isso ele seja o personagem que mais recebe os aplausos da platéia numa encenação musical.&lt;br /&gt;É claro que é tarefa do desenvolvimento humano que possamos conhecer de perto os nossos fantasmas. Numa analise, isso chega a acontecer e aí a verdade é bem clara. O que resta é cuidar desses fantasmas, numa espécie de auto-cura.&lt;br /&gt;Christine é tão carente, tem um vazio imenso que o pai deixou. Deixa-se fisgar pela sedução do fantasma. Ela o coloca no lugar do pai, é o seu tutor, mestre, anjo da musica. Existe uma confusão se aquele personagem é amigo ou não. Se é o pai ou se é um fantasma. Penso que todas essas questões envolvem o desprendimento necessário para elaboração do Édipo. Se consigo deixar o amor paterno como uma lembrança que estrutura meu psiquismo, posso me tornar mulher, investir outros objetos. Senão, fico para sempre menina, e lamentando um vinculo, um anelo que há muito já não existe mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Christine tem dificuldades em elaborar o luto pela morte do pai. Tenta negar esta perda quando o substitui pelo fantasma. Mas esse truque não lhe é totalmente inofensivo. Deixa-a presa, num estado de solidão e de meninice eterna.&lt;br /&gt;Este filme nos fala sobre as perdas. A perda de um rosto, do amor de uma mãe, da presença de um pai. A lida com essas perdas é que impulsiona a pessoa para o desenvolvimento e a saúde ou a joga no buraco fundo da depressão. O fantasma nunca aceitou seu rosto deformado, sentia um intenso ódio da vida por isso. Essa indignação lhe custou caro. Encheu seu coração de ódio, inveja, destrutividade, a ponto de quase não conseguir amar. Christine nunca colocou seu pai no passado, tanto que este perambula por sua mente em forma fantasmagórica. Quando consegue se despedir do pai, o deixa como lembrança e pode investir outras pessoas, vivas. Assim sai da solidão, ou melhor, passa das relações com os mortos para as relações interpessoais. Isso é um tremendo salto em sua vida e certamente em sua capacidade de fruí-la. A reflexão se dá quando pensamos o que fazemos com aquilo que se perde, que se acaba... A vida precisa ser sentida de outra maneira então, o que resta é aquilo que pode e deve ser olhado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Patrícia Turtelli Maronezi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Rua Maria José, 5-36, Bauru, SP&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;Fone: (14) 3018-9348/ (14) 3227-6558&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8277093468620619386-6061556181082587260?l=www.rodrigues.psc.br%2Fcinema_psicanalise%2Findex.php' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/6061556181082587260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8277093468620619386&amp;postID=6061556181082587260&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/6061556181082587260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/6061556181082587260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/2007/06/o-fantasma-da-opera.html' title='O Fantasma da Opera'/><author><name>Aline e Patrícia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08125985391515820627</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15053126988050902680'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8277093468620619386.post-1185780063924257131</id><published>2007-05-07T10:47:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T10:53:37.109-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freud'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanalise'/><title type='text'>Cinema e Psicanalise: objetivo</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/Freud-olho-710438.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/uploaded_images/Freud-olho-710435.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Sigmund Freud, o fundador da Psicanálise, costumava utilizar referenciais artísticos na construção de seus artigos. Ele acreditava que uma obra de arte ia muito além da compreensão intelectual, despertando no observador uma atitude emocional. A Psicanálise se encarrega da investigação dos fenômenos psíquicos, enquanto que a arte pode nos servir como forma de observação e análise desses fenômenos. Considerando o cinema como uma forma de representação artística, criamos esse espaço de reflexão e análise de algumas obras cinematográficas através do referencial psicanalítico.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8277093468620619386-1185780063924257131?l=www.rodrigues.psc.br%2Fcinema_psicanalise%2Findex.php' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/1185780063924257131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=8277093468620619386&amp;postID=1185780063924257131&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/1185780063924257131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8277093468620619386/posts/default/1185780063924257131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.rodrigues.psc.br/cinema_psicanalise/2007/05/cinema-e-psicanalise-objetivo.html' title='Cinema e Psicanalise: objetivo'/><author><name>Aline e Patrícia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08125985391515820627</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='15053126988050902680'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
